#215

Recuperação do PNEP – (Programa Nacional do Ensino do Português), numa ótica transversal

Educação, Desporto e Juventude

Educação, Desporto e Juventude

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O Programa Nacional do Ensino do Português (PNEP), iniciado no ano letivo de 2006/07 e concluído no ano letivo de 2009/2010, procurou responder ao desafio e à necessidade de melhorar o ensino da língua portuguesa no 1.º ciclo do ensino básico, particularmente nos níveis de compreensão da leitura e de expressão oral e escrita, através de uma articulação estreita entre escolas e os estabelecimentos de ensino superior, com responsabilidades na formação inicial de professores.
Portanto, o que se propõe é a recuperação deste tipo de iniciativa, alargando-o a outros ciclos da escolaridade, de forma faseada, mas numa ótica de transversalidade da linguagem. Uma vez que o discurso oficial sobre a relevância e a transversalidade do Português no currículo se tem revelado inconsequente e oscilante, pela ausência de um plano que persista, propomos uma intervenção que se dirija, efetivamente, para a consecução dos objetivos proclamados. Apenas o PNL (Plano Nacional de Leitura) tem acolhido o consenso por parte da classe política mas, na nossa perspetiva, é manifestamente insuficiente para combater o flagelo que atinge a população escolar, no que diz respeito às competências leitoras e escriturais dos alunos.
A nossa proposta vai assim no sentido de seguirmos o exemplo dos países anglo-saxónicos, e também da França, da Bélgica e da Suíça, entre outros, que, desde há muito, têm uma intervenção estruturante e sistémica face a esta problemática, reconhecendo que as dificuldades de linguagem dos alunos, reiteradamente diagnosticadas, não se restringem a questões do domínio da linguística, nem se circunscrevem às atribuições do professor de português, mas interferem com o sucesso escolar (e para a vida) em todas as áreas, e envolvem todas as disciplnas. Não basta enunciar a necessidade de desenvolver literacias específicas, e crer que, porque foi escrito, tal venha efetivamente a acontecer.
Propõe-se uma intervenção faseada, com início no 1º ciclo, mas que se deve alargar aos outros ciclos, envolvendo, de forma dinâmica os docentes das várias disciplinas. É nossa convicção que, ao invés de se persistir em discursos e atuações de “belo efeito”, que iludem os ingénuos e incautos, em educação não existem receitas milagrosas, nem se atingem resultados em tempo recorde. Como refere Nóvoa, é tempo de optar pela “lenta serenidade das realizações” (in Nóvoa, 2005, Evidentemente-Histórias da Educação. p.10. Porto: Asa Editores, SA.)
Para terminar, creio ser pertinente que se consultem as orientações do Conselho da Europa relativamente ao papel da linguagem no ensino, designadamente a sua relevância no processo de ensino/aprendizagem de todas as disciplinas, em https://www.coe.int/fr/web/platform-plurilingual-intercultural-language-education/home
(Por motivos orçamentais, este projeto terá de ser circunscrito a um determinado número de professores / escolas).

Proponentes do projeto
  • Branca Luísa dos Santos Rodrigues
Educação, Desporto e Juventude

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  • Orçamento
    300000 €
  • Âmbito do Projeto
    Regional
  • Região onde aplicar
    Área Metropolitana de Lisboa
  • Municípios onde aplicar

    Loures, Odivelas

  • Prazo
    24 meses

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