#26

Repensar a utilização de fármacos em Produção Animal

Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural

Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural

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Racionalização na utilização de produtos farmacológicos no controlo de parasitas em animais de produção e gestão das resistências aos antiparasitários no Alentejo

O parasitismo por nematodes gastrointestinais, é uma constante na produção animal e constitui uma das ameaças mais importantes para a saúde dos pequenos ruminantes, causando prejuízos na quantidade e na qualidade da produção, resultando em doença e morte de animais. O controlo de infecções parasitárias por nematodes baseia-se maioritariamente no uso de anti-helmínticos. Os anti-helminticos têm fornecido um controlo eficaz contra parasitas há mais de 50 anos. São cada vez mais as referências de populações de parasitas que apresentam resistência aos tratamentos antiparasitários.
Na maioria das situações o controlo de parasitas faz-se por rotinas anuais, sem relação com a necessidade de controlo de parasitas.
É fundamental que se proceda à avaliação da natureza e quantidade e gravidade do parasitismo antes de decidir desparasitar, tal como conhecer o fármaco mais adequado a cada situação de parasitismo. É urgente conhecer a importância do parasitismo em animais de produção em Portugal, tal como a existência e dimensão da resistência aos princípios activos utilizados no nosso país.
O objectivo da presente proposta é contribuir para um aprofundamento do conhecimento do parasitismo por nematodes gastrointestinais no Alentejo, de forma a promover uma nova abordagem no controlo parasitário em Portugal.

Definimos assim três grandes tarefas para a presente proposta:

Tarefa 1 - Caracterização das espécies parasitárias e sua diversidade em animais de produção, com o conhecimento da dinâmica da população de nematodes gastrointestinais em animais de produção no Alentejo;
Tarefa 2 - Avaliação da existência de populações parasitárias resistentes a fármacos em Portugal;
Tarefa 3 - Elaboração de um manual de boas práticas e, a sua divulgação na região, junto das associações de produtores pecuários, jornadas técnicas e científicas, com o objectivo de alterar rotinas e comportamentos que permitam, economia de gastos com tratamentos desnecessários, uma melhor saúde para os animais e para o homem, com menor recurso a medicamentos.

Prazo de implementação: 3 meses. Orçamento: Entre 200000 e os 300 000 €, dependendo das sub-tarefas a incluir.

Proponentes do projeto
  • Helder Carola Espiguinha Cortes
Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural

Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural

  • Orçamento
    175000 €
  • Âmbito do Projeto
    Regional
  • Região onde aplicar
    Alentejo
  • Municípios onde aplicar

    Alter Do Chão, Arronches, Campo Maior, Castelo De Vide, Crato, Elvas, Monforte, Portalegre, Sousel

  • Prazo
    12 meses

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