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Do Povo para o Povo - Centro de Interpretação Francisco de Lacerda

Cultura

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A proposta de criação do Centro de Interpretação Francisco de Lacerda (CIFL) tem como objectivo divulgar, preservar e monitorizar o legado material e imaterial do musicólogo, músico, poeta e maestro Francisco de Lacerda, desenvolvendo acções de carácter informativo, vivencial, emocional e experimental em diferentes vertentes da actividade artística. A música, a dança, a literatura, a pintura ou o cinema, serão elementos referenciais para a acção do Centro de Interpretação Francisco de Lacerda na sua actividade corrente. Simultaneamente pretende-se dotar as Ilhas açorianas de uma valência cultural única, que proporcionará a identificação de novas rotas musicais e da natureza.
A vida e obra de Francisco de Lacerda (contemporâneo de personalidades como Eça de Queiroz, Erik Satie, Romain Rolland ou Manuel de Falla) serão fontes inspiradoras para que processos criativos emergentes tenham, na sua materialização, a reflexão interpretativa do pensamento e sentimentos que regem a obra artística de Francisco de Lacerda. O ano de 1895 marca o início da internacionalização de Francisco de Lacerda, parte para Paris como bolseiro da Coroa, tendo sido candidato único naquela que foi a primeira bolsa oficial de música em Portugal. O artista contribuiu ainda para a dinamização da vida cultural lisboeta e açoriana fundando o Pró-arte Group em 1923, com Eugénio de Castro, Afonso Lopes Vieira, Malheiro Dias e Raul Lino.
O Centro de Interpretação Francisco de Lacerda (CIFL) será instalado na casa da Fragueira (propriedade da família de Francisco de Lacerda). Esta casa representa, na vida e obra de Francisco de Lacerda, um dos locais de grande importância para o desenvolvimento da sua personalidade artística. Local de excelência para a contemplação do mundo natural e inspirador para horizontes universais.
Pretende-se assim contribuir para o esforço de requalificação de espaços naturais e divulgação da música portuguesa, permitindo aos residentes e visitantes um percurso cultural e natural único no mundo.
Localização do CILF | Casa da Fragueira (anexo
Situada na Fajã da Fragueira, Ilha de S. Jorge, a casa onde Francisco de Lacerda habitou em longos período da sua vida mantém a individualidade formal.
Em primeiro lugar, a criação de uma rede com outros Centros da Região açoriana permitirá incrementar os circuitos turísticos privilegiando o ambiente e contribuindo para rotas inter-ilhas e requalificação ambiental. Igualmente a criação/Integração em redes internacionais de arte e pensamento artístico, ambiental e humano.
É pois um espaço privilegiado para que o Centro de Interpretação desenvolva as suas actividades, das quais se apresentam alguns exemplos:
Objectivos
• Residências Artísticas Nacionais e Internacionais
• Estudo e divulgação da vida e Obra do Maestro Francisco de Lacerda
• Percurso Internacional pelos locais onde o Maestro viveu: criação da Bienal Francisco de Lacerda (S. Jorge, Lisboa e Paris)
• Produção e promoção do Festival de música contemporânea Francisco de Lacerda > ligação a músicos e maestros nacionais e internacionais, com atribuição do prémio Francisco de Lacerda (obra musical, literária, ensaio, personalidade)
• Seminários/Conferências Fajã da Fragueira
• Produção de documentário audio-visual sobre vida e obra de Francisco de Lacerda. Este documentário servirá de apresentação e divulgação noutros Centros Interpretativos e espaços culturais.
• Produção e Edição de Obras Musicais (interpretações e criações, didático) e Literárias.
• Investigação (energias alternativas, agricultura e arquitectura paisagística)
• Criação de emprego: Directo e Indirecto
• Serviço Educativo: Academia de Música Francisco de Lacerda (masterclass, iniciação musical)

Legado
O legado de Francisco de Lacerda é composto por um espólio que se encontra ainda a ser devidamente inventariado e preservado quer pelo Museu Nacional de Angra do Heroísmo na Ilha Terceira, quer na Ilha de S. Jorge no Museu Regional Francisco de Lacerda. Os acervos são compostos por partituras, fotografias, postais, cartas a várias personalidades da época, nacionais e estrangeiras, memorabilia variada, instrumentos de música entre outras.
Francisco de Lacerda deixa ainda uma obra artística muito variada, em que se incluem os quadros sinfónicos Almourol e Alcácer, música de cena para A Intrusa de Maeterlinck, música de bailado, peças para órgão, piano, guitarra, trios e quartetos de cordas. Sem esquecer as Trint-six Histoires pour amuser les Enfants d’ un Artiste e as admiráveis Trovas para canto e piano, uma criação de 36 pequenas peças originais que buscam reflectir a linguagem popular portuguesa e açoriana. De mencionar, ainda, a publicação póstuma do Cancioneiro Musical Português, resultado das suas recolhas pelo país. Existe ainda algum material por inventariar que se encontra em colecções particulares e no espólio da família de Francisco de Lacerda.

Proponentes do projeto
  • Filipa Lacerda
  • António da Câmara Manuel
  • Alexandre Almeida Coelho
Cultura

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  • Orçamento
    200000 €
  • Âmbito do Projeto
    Regional
  • Região onde aplicar
    Região Autónoma dos Açores
  • Municípios onde aplicar

    Calheta De São Jorge, Horta, Lajes Do Pico, Angra Do Heroísmo

  • Prazo
    24 meses
  • Links do projeto

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