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Identidades territoriais e sentidos de pertença na Região do Ribatejo

Cultura

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Imagem do projeto

As identidades territoriais têm vindo a ser crescentemente reconhecidas como fator de desenvolvimento, considerando as especificidades locais e seus recursos como elementos dos quais podem resultar vantagens competitivas. A distintividade dos lugares manifesta-se num conjunto de caraterísticas materiais e imateriais (biofísicas, socioculturais, económicas) requerendo um (re)conhecimento das origens e da natureza das suas diversas componentes bem como dos significados e dos sentidos de pertença das comunidades (agentes e atores) que integram os locais, que neles interagem e que neles ou em relação a eles constroem uma relação identitária - com o seu espaço vivido (Caldo, 1996), configurando-se, este, nas manifestações percetivas da identidade territorial enquanto síntese dos aspetos tangíveis e intangíveis que a compõem.
A Administração Central refere a valorização das identidades como fundamental para implementar, monitorizar e avaliar políticas, estratégias e planos de ação para o desenvolvimento. De acordo com o relatório European Territorial Cooperation – Inspiring Creativity (INTERACT, 2013, pp. 12-13), é ao nível local e regional que a ampla contribuição da cultura é melhor observada, reconhecendo-se que cidades, regiões e suas respetivas identidades desempenham um papel vital no estímulo às interações entre stakeholders, contribuindo para i) melhorar as competências, o emprego e a coesão social; ii) melhorar a imagem territorial e a sua atratividade; iii) desenvolver a economia e novas formas de empreendedorismo e inovação; iv) proteger e promover o património como fonte de identidade comum.
Este projeto surge com o objetivo geral de conhecer e compreender as diferentes dimensões da identidade territorial do Ribatejo, bem como os sentidos de pertença das suas comunidades, tomando como referência espacial os vários concelhos* que histórica e simbolicamente integram esta região, inventariando e evidenciando traços culturais, naturais, económicos, históricos, sociais, religiosos e etnográficos.
O projeto será desenvolvido ao longo de 24 meses, sendo que:
1) numa primeira etapa serão concretizadas as necessárias parcerias, cuja preparação já foi iniciada, com os municípios que integram o projeto, outros stakeholders locais e com o Instituto Politécnico de Santarém – Escola Superior de Educação como instituição que garante a responsabilidade científica da execução da dimensão investigativa do projeto;
2) Numa segunda etapa será desenvolvido o processo de investigação que conduzirá à produção da informação necessária (desenho e implementação do projeto; construção de amostra representativa dos concelhos alvo; construção dos instrumentos de recolha de informação; supervisão e condução do processo de recolha de informação seguindo metodologias qualitativas – realização de focus groups e de entrevistas com informadores privilegiados – e metodologias quantitativas – inquérito por questionário junto das comunidades envolvidas; tratamento e análise da informação);
3) Numa terceira etapa proceder-se-á à disseminação dos resultados: com a realização de sessões de divulgação nas várias áreas abrangidas; com a publicação e divulgação em site construído na internet; com difusão nas redes sociais (Facebook); com a publicação em livro das conclusões a que se tiver chegado; com a redação de uma carta de recomendações às entidades responsáveis por setores económicos, nomeadamente setor do turismo;
4) Como corolário final do projeto, serão elaborados os conteúdos e reunida a documentação para registar no Inventário Nacional do PCI – Património Cultural Imaterial manifestações imateriais do património cultural ribatejano recolhidas e inventariadas no decurso do projeto, tendo em vista a sua salvaguarda e valorização.

*Concelhos abrangidos: do Distrito de Santarém (19) Abrantes, Alcanena, Almeirim, Alpiarça, Benavente, Cartaxo, Chamusca, Constância, Coruche, Entroncamento, Ferreira do Zêzere, Golegã, Rio Maior, Salvaterra de Magos, Santarém, Sardoal, Tomar, Torres Novas, Vila Nova da Barquinha; do Distrito de Lisboa (2) Azambuja, Vila Franca de Xira; do Distrito de Setúbal (3) Alcochete, Moita, Montijo.

Proponentes do projeto
  • Perpétua Maria dos Santos Silva
  • António Pedro Loureiro Manique; António Matias Coelho; Aurélio Rosa Lopes; António George Gonçalves Camacho
Cultura

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  • Orçamento
    232000 €
  • Âmbito do Projeto
    Nacional
  • Regiões onde aplicar
    Centro, Área Metropolitana de Lisboa, Alentejo
  • Prazo
    24 meses

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