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Ciência nos Hospitais - levar a Ciência a quem não pode ir ter com ela

Ciência, Tecnologia e Ensino Superior

Ciência, Tecnologia e Ensino Superior

Imagem do projeto

Fazer experiências ao vivo para crianças e adolescentes, marca sempre quem participa nelas, não só os jovens que assistem e experimentam, como também quem ensina e propõe a experiência. E fica gravado na nossa memória, na nossa e na deles, aqueles “UAU, como é possível?”.
Já se tornam comuns os Programas Ciência Viva Laboratórios de Verão ou sessões de ATL nas férias direcionados a adolescentes e mesmo a crianças do ensino básico, que envolvem experiências ao vivo nas áreas da Química, da Física, da Biologia, e também, mas não tão comuns, na Gastronomia Molecular e na Nanotecnologia. Mas para isso, os alunos necessitam de se deslocar aos locais de Ciência, muitas vezes a Universidades e Centros de Investigação. Então, e quem não pode se deslocar? E quem está internado numa ala Pediátrica, em recuperação de uma intervenção cirúrgica, ou a fazer um tratamento?
Esta proposta visa levar a Ciência a jovens e crianças que por qualquer motivo estejam impedidas de se deslocar às Universidades ou Centros de Investigação ou a sessões de ATL por motivos de saúde. Assim, estas experiências vão ter com elas. E será possível elas participarem e experimentarem nas atividades que os seus amigos fazem quando se deslocam a centros de Ciência.
Cada atividade será avaliada segundo o quadro clínico do jovem, dependendo da sua condição e do seu estado de saúde. Atividades mais ou menos leves, emoções mais ou menos fortes, brincadeiras sempre educativas, e associadas ao seu nível escolar e de desenvolvimento cognitivo. Estas atividades de interação lúdica e escolar tornaram-se de extrema importância pois por um lado promovem o gosto pela Ciência e abrem os temas científicos à população em geral, e as crianças e jovens habituam-se a se questionar sobre estes temas. Aliás, e não menos importante, ajuda o jovem a estar integrado nas atividades que os seus amigos também fazem.
Propomos com este projeto mostrar e levar as crianças a participar na feitura de gelados com azoto líquido, de entender o que é um sabão e como ele pode fazer mover um barco de papel, construir um pilha de LED com limões, produzir uma cola a partir do leite e vinagre, testar a mudança de cor da couve-roxa, perceber como funciona o interior absorvente de uma fralda, qual a melhor maneira para fazer bolhas de sabão, como posso distinguir um pedaço de batata de um pedaço de maçã de olhos fechados, e muitas, muitas outras. Outras experiências podem incluir a exigência de mais tecnologia, que poderão ser incluídas se o orçamento o permitir, como seja como se pode construir um transístor, ou como funcionam os écrans de cristais líquidos, ou experimentar reações químicas oscilantes que produzem as manchas na pele de um leopardo ou testar a combustão de um algodão feito de nitroglicerina.
O orçamento proposto inclui a deslocação aos centros hospitalares, a formação de docentes e investigadores voluntários das práticas e regras hospitalares a cumprir, a formação de alunos universitários e do ensino secundário voluntários que apoiem esta iniciativa, à construção de alguns conjuntos de experiências a transportar com todo o material envolvido, numa espécie de kits ambulantes apetrechados com equipamento e reagentes necessários.

Proponentes do projeto
  • João Sotomayor
  • Marta Corvo
  • Marco Silva
Ciência, Tecnologia e Ensino Superior

Ciência, Tecnologia e Ensino Superior

  • Orçamento
    27724 €
  • Âmbito do Projeto
    Regional
  • Região onde aplicar
    Área Metropolitana de Lisboa
  • Municípios onde aplicar

    Amadora, Cascais, Lisboa, Loures, Mafra, Odivelas, Oeiras, Sintra, Vila Franca De Xira, Alcochete, Almada, Barreiro, Moita, Montijo, Palmela, Seixal, Sesimbra, Setúbal

  • Prazo
    18 meses
  • Links do projeto

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