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OPUNTIA FICUS INDICA, Uma dádiva da Natureza

Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural

Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural

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A Figueira da Índia (Opuntia Ficus Indica) é uma planta que foi trazida para Portugal no século XV e até 2009 considerada uma planta com pouco interesse comercial, embora nos meios rurais ela tenha sido sempre utilizada (frutos e palmas) para alimentação de animais de pecuária.
Em 2012 foi criada a APROFIP com o objectivo de dinamizar a fileira, promover a valorização dos frutos e palmas e organizar o sector, prestando apoio técnico e jurídico aos seus associados.Presentemente esta planta é explorada em pomares ordenados, de norte a sul de Portugal, totalizando já cerca de 800 hectares. Tratando-se de uma actividade agro-alimentar recente no nosso País, o escoamento dos frutos desta planta, embora muito benéficos para a saúde de crianças e adultos e sobejamente reconhecidos em países onde existe o hábito do seu consumo, ele encontra alguma dificuldade em ser comercializado nas grandes superfícies e mercados grossistas de Portugal, uma das poucas formas de chegar ao grande público consumidor.A figueira da índia pode representar um meio de combate à desertificação, à fixação dos jovens agricultores em regiões socialmente deprimidas e à valorização dos terrenos com fracas aptidões agrícolas, considerando que esta planta cresce em solos pobres e necessita de pouca água para o seu normal desenvolvimento.Esta Proposta de âmbito Nacional e a submeter à votação no OPP pretende que o figo-da-índia seja divulgado, em Mercados Municipais e grandes superfícies de todo o País, através de provas ao público de fruto em fresco e em sumos.Esta promoção terá como objectivo dar visibilidade pública ao figo-da-índia e simultaneamente ajudar ao escoamento das produções já existentes no nosso País, tornando esta actividade mais rentável e aumentar a sua área de plantação, única forma de garantir investimentos em fábricas para a transformação e valorização dos frutos e palmas.
Considerando que a economia dos concelhos de Almodôvar, Mértola e Alcoutim assenta principalmente na pecuária (onde existem largos milhares de efectivos), na caça cinegética (com centenas de reservas de caça turística e Associativa) e na Apicultura (com centenas de apiários), a disseminação desta planta na região, em pomares ordenados, representará uma forma de desenvolvimento económico e social, envolvendo os proprietários de terrenos incultos e sem qualquer rendimento, os quais encontrarão na cultura da figueira-da-índia, uma rentabilidade garantida, através da produção dos frutos e das palmas para a pecuária e na transformação e venda de variadíssimos produtos, para consumo humano.
Esta Proposta, a submeter à votação no OPP, pretende que a figueira-da-índia seja cultivada, em terrenos aderentes ao projecto “Rota do Figo da Índia”, junto às estradas EN124 e EM506 (em faixas com cerca de 100 metros de largura) permitindo uma melhor observação das plantas, as quais seriam financiadas pelo Orçamento Participativo Portugal e, dessa forma, dar-se início à criação e potencialização da “ROTA DO FIGO DA ÍNDIA”.
Esta proposta, a submeter à validação e votação no Orçamento Participativo Portugal, pretende que o figo-da-índia seja consumido, como fruta em fresco, nas escolas do Ensino Básico de todo o país, através do fornecimento regular desta fruta por empresas que já existem no mercado.

Proponentes do projeto
  • Mário F. Nunes
  • Carlos Machado
  • Ana Almada
Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural

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  • Orçamento
    150000 €
  • Âmbito do Projeto
    Nacional
  • Regiões onde aplicar
    Norte, Centro, Área Metropolitana de Lisboa, Alentejo, Algarve, Região Autónoma dos Açores, Região Autónoma da Madeira
  • Prazo
    18 meses
  • Links do projeto

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