#570

Desvendar as Minas Romanas do Parque das Serras do Porto

Cultura

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Proposta de valor:
Propõe-se uma iniciativa de estudo, interpretação e valorização do património mineiro romano do Parque das Serras do Porto, que visa promover locais e oportunidades de visita para todos, contemplando inclusive pessoas com mobilidade reduzida ou deficiências sensoriais. Um laboratório vivo de toda a mineração romana de ouro, que inclui o maior complexo subterrâneo do Império. Um local único no mundo, onde se pode aceder a minas romanas subterrâneas com um total de dezenas de quilómetros de extensão ou até cortas de exploração a céu aberto que recortaram a paisagem alterando até percursos dos rios. Um território notável onde se encontram vestígios de uma ocupação intensa, que estará relacionada com o desenvolvimento das cidades da região do Porto e até com a história de um rio que é D’ouro. Um segredo incrível à espera de ser desvendado!

A oportunidade:
Colocar no mapa da mineração romana de ouro o Parque das Serras do Porto e beneficiar disso mesmo para dispor de uma oferta turística que venha nomeadamente a suprir a procura de turismo de 2.º dia do Porto. Inquéritos realizados verificaram existir grande recetividade por parte de turistas a poder visitar minas e património paisagístico. Terão a oportunidade de no Parque das Serras do Porto poder visitar o maior complexo subterrâneo de mineração de ouro romano e interpretar os vários cenários de mineração e ocupação romana. Esta oferta poderá vir a ser altamente procurada e contribuir para dinâmicas de criação de negócio em torno do turismo e de um forte desenvolvimento cultural.

Contexto:
Esta iniciativa é inspirada no contexto do processo participativo do Plano de Gestão do Parque das Serras do Porto, onde se identificaram algumas destas áreas como sendo de elevado interesse para a Região e para o País. O Parque das Serras do Porto é uma Paisagem Protegida Regional constituída em 2017 e que compreende áreas de Serra dos concelhos de Gondomar, Paredes e Valongo mesmo na vizinhança da cidade do Porto. Embora esta iniciativa surja de particulares há um histórico de participação de entidades (Alto Relevo – Clube de Montanhismo, Faculdade de Ciências da Universidade do Porto, Câmara Municipal de Valongo, Câmara Municipal de Paredes, Câmara Municipal de Gondomar e Associação de Municípios das Serras do Porto) e de outros elementos que poderão ser parceiros na implementação das ações propostas.

Descrição:
A iniciativa visa tirar partido do maior complexo de mineração subterrânea do Império Romano e simultaneamente do local mais variado em técnicas de mineração romana, para dar a conhecer à população e aos turistas a importância que a romanização teve no território português em particular e na Europa em geral; na exploração de ouro, é certo, mas também na engenharia romana (infraestruturas, técnicas,…), na cultura, nas influências, etc.
Para que tal aconteça será necessário proceder ao seu estudo, que permitirá identificar, compreender e evidenciar os segredos que cerca de 20 séculos de história acabaram por esconder e felizmente proteger e preservar.
Interpretar este património irá permitir dotar este território de mais-valias para a população local, o turismo e a cultura.

As iniciativas consideradas necessárias e complementares para atingir este propósito são as seguintes:
- levantamento tridimensional foto-realista por laserscan com captação de áudio ambiente de minas notáveis, para criar modelos virtuais que permitam salvaguardar o estado atual das mesmas, possibilitando visitas virtuais imersivas a pessoas com mobilidade reduzida e a locais de difícil acesso ou visitação não permitida;
- levantamento da orografia detalhada do terreno (LIDAR), que permitirá detetar os locais explorados, avaliando volumetrias de minério explorado (escombreiras, cortas, canais, etc.) e desvendando cavidades escondidas pela vegetação. Ajudará ainda a encontrar antigas oficinas e povoações. Todos os vestígios encontrados poderão ser catalogados no Sistema de Informação Geográfico já criado para o efeito;
- estudo geofísico de locais com potencial de escavação arqueológica (castros, minas, povoados, oficinas, necrópoles, etc.). A utilização de ferramentas geofísicas permite inferir sobre o que se encontra abaixo da superfície sem escavar ou desenterrar (resistividade elétrica, georadar e outros). Este estudo irá permitir definir prioridades para eventuais trabalhos arqueológicos;
- criação e colocação de sinalética nos principais locais com vestígios de mineração, com o objetivo de identificar e interpretar as estruturas e os testemunhos arqueológicos;
- vedação de poços/cortas existentes na proximidade de locais de visitação, de forma a melhorar as condições de segurança junto aos mesmos e evitar eventuais acidentes;
- criação de um museu/centro interpretativo virtual sobre a temática em plataformas web e mobile;
- adaptação dos conteúdos dos espaços municipais existentes na periferia para a visitação.

Proponentes do projeto
  • João Moutinho
  • Alexandre Lima
  • Antónia Silva
  • Natália Felix
  • Sara Leal
  • Vitor Gandra
Cultura

Cultura

  • Orçamento
    200000 €
  • Âmbito do Projeto
    Regional
  • Região onde aplicar
    Norte
  • Municípios onde aplicar

    Gondomar, Paredes, Valongo

  • Prazo
    24 meses
  • Links do projeto

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