#853

A “sociedade em rede” por detrás das grades: novas possibilidades de formação para a inclusão digital e social em estabelecimentos prisionais do Alentejo

Justiça

Justiça

Num mundo cada vez mais tecnológico, em que a alfabetização digital se assume como um imperativo para o desenvolvimento pessoal e para a inclusão e participação na “sociedade em rede”, importa pensarmos onde se situam os grupos sociais menos favorecidos ou em situação de exclusão social, como é o caso dos cidadãos e cidadãs a cumprirem penas em estabelecimentos prisionais.
O sistema jurídico português prevê que nos estabelecimentos prisionais o ensino deve organizar-se em conexão com a formação profissional e o trabalho, de modo a promover condições de empregabilidade e de reinserção social, no quadro das políticas nacionais de educação e de emprego e formação de adultos; e que se deve promover a frequência pelo recluso de outros níveis de escolaridade, designadamente através do recurso a meios de ensino à distância (Lei nº 115/2009).
Considerando, pois, as ideias atrás expostas o objetivo desta proposta passa pela criação de oferta formativa de curta/média duração, a distância e em regime de eLearning, para a população reclusa nos estabelecimentos prisionais localizados na Região Alentejo. A formação a distância e em eLearning nas prisões é aqui encarada como fator de motivação pela diferença de abordagem e como fator de desenvolvimento de competências digitais crescentemente valorizadas na sociedade atual. Esta oferta formativa específica criará condições de maior equidade social no acesso ao ensino, formação e qualificação, tendo em vista a integração digital e social, e de desenvolvimento de competências a nível de empregabilidade.
As ações a desenvolver, com uma forte componente formativa destinada ao Desenvolvimento Pessoal e Social, e por serem pensadas para a modalidade de Educação a Distância (EaD) e em eLearning, englobarão a literacia digital (entendida como domínio das tecnologias de informação e comunicação), a literacia no sentido tradicional (entendida como a capacidade de ler, escrever e entender), a disciplina associada à responsabilização pela aprendizagem e à criação de um ritmo de aprendizagem próprio, a capacidade de gestão do tempo, entre outras.
Todas as ações de formação terão um módulo prévio, de ambientação ao sistema utilizado, que poderá e deverá ser apoiado por estudantes e/ou antigos estudantes de Ensino Superior habituados a este modelo de ensino, conseguindo-se desta forma criar uma comunidade e uma verdadeira ligação efetiva entre vários agentes da sociedade: estabelecimentos prisionais – reclusos – instituições de Ensino Superior - instituições de formação – sociedade civil (estudantes e antigos estudantes de Ensino Superior). A “sociedade em rede” por detrás das grades!

Proponentes do projeto
  • Joana Telma Duarte Correia
Justiça

Justiça

  • Orçamento
    150000 €
  • Âmbito do Projeto
    Regional
  • Região onde aplicar
    Alentejo
  • Municípios onde aplicar

    Odemira, Évora, Elvas, Grândola

  • Prazo
    24 meses

Mais informações sobre o Orçamento Participativo Portugal